PSICOTERAPIA – O QUE É

A psicoterapia é um tipo de terapia cuja finalidade é tratar doenças psicológicas tais como depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, assim como problemas no relacionamento conjugal, parental, laboral, dificuldade para lidar satisfatoriamente com suas emoções (tristeza, raiva, medo, ciúmes, inveja…), sintomas psicossomáticos, sintomas emocionais como bulimia, anorexia, insônia, glutonaria, estresse emocional, entre outros problemas decorrentes de um desenvolvimento emocional fragilizado ou adoecido.

É um tratamento que necessita ser administrado de forma recorrente a fim de se garantir sua efetividade. Desta forma, a psicoterapia é realizada de forma semanal, com a duração de 60 minutos.

A psicoterapia pode adotar diversas linhas teóricas e técnicas como tratamento, a ACURE irá abordar como linha de tratamento a Gestalt-terapia. A Gestalt-terapia enfatiza o desenvolvimento da auto-responsabilidade como uma ferramenta essencial para se trabalhar os sintomas emocionais, visto que só é possível potencializar energia psíquica nos aspectos que a pessoa quer e escolhe modificar-se, pois do contrário existem inúmeros mecanismos de defesas que dificultam o processo do ajuste saudável.

Esta linha apresenta uma compreensão do contexto emocional que parte do ¨aqui e agora¨, uma vez que todo trauma, conflito ou desajuste emocional gerado no passado está agindo no organismo da pessoa no tempo presente. Para compreendermos a necessidade de algumas técnicas abordadas pela Gestalt-terapia é importante entendermos um pouco sobre o funcionamento cerebral.

Segundo a teoria do neurocientista Paul MacLean, o cérebro encontra-se subdividido em três partes:

Cérebro Reptiliano: responsável pelos reflexos simples (assim como ocorrem nos répteis);

Cérebro Emocional: responsável por controlar o comportamento emocional das pessoas.

Cérebro Racional: responsável pelas sensações gerais (audição, olfato, visão, paladar) e pelas funções executivas (pensamentos abstratos, capacidade de gerar intervenções no meio)

O cérebro racional nem sempre realiza trocas com o cérebro emocional, por isso muitas vezes quando queremos nos comportar de uma maneira diferente da habitual, como comer menos, comprar menos, tratar bem determinada pessoa; ainda que nos determinemos, nosso comportamento continua a se manifestar da forma habitual, levando-nos a desanimar ou a sentir traídos por nós mesmos. Diante disso, é possível averiguar que a escolha se deu apenas na mente racional e não se sustentou na mente emocional. Estes exemplos nos permite esclarecer a impossibilidade de controlar os sintomas a partir de um comando racional.

Neste ponto precisamos conhecer um pouco do funcionamento da mente emocional. A mente emocional funciona de forma:

  • Atemporal – o que aconteceu na minha vida no passado, por exemplo aos 3 anos, encontra-se no presente com a mesma intensidade;
  • Simbólica – sua linguagem principal se dá por meio de imagens e não pela linguagem falada e escrita (trata de uma parte do cérebro mais primitiva)
  • Preponderantemente inconsciente.

Diante disso a Gestalt-terapia faz uso de técnicas vivenciais em que é possível interagir mais diretamente com a mente emocional sem o intermédio da mente racional, porém este trabalho se dá de forma simultânea com a linguagem falada.

A psicoterapia sempre irá focar na demanda do paciente, ainda que este seja conduzido por familiares, lembrando aqui da compreensão de que o organismo da pessoa só irá focar naquilo que lhe incomoda e não no que incomoda o outro.

O sintoma traz associado ganhos secundários e assim sendo, precisa-se primeiramente trabalhar o esclarecimento dos mesmos a fim de checar a escolha da pessoa a respeito da necessidade de abrir mão deles em benefício de sua cura.

Outra compreensão importante a respeito do organismo da pessoa é que este sempre buscará um ajustamento criativo para sobreviver ao meio. Este ajustamento sempre irá apresentar sabedoria, embora nem sempre sua estrutura esteja saudável, pois mesmo o sintoma demanda uma sabedoria organísmica voltada à sobrevivência.

Existe um movimento psíquico constante no organismo da pessoa para fugir da dor ou desconforto e buscar o prazer ou um lugar seguro, lançando mão para este fim de mecanismos defensivos e ajustes psíquicos entre o organismo e o meio.

Assim sendo, o processo terapêutico auxiliará o organismo da pessoa a buscar ajustamentos saudáveis elaborando os sintomas apresentados, buscando não desafiar os mecanismos defensivos, ao mesmo tempo em que amplia seus recursos para lidar com conteúdos internos (traumas, mágoas, crenças imobilizantes, etc) e com o meio externo (conflitos interpessoais, perdas, faltas, etc.).

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